29 de março de 2008

Vê se pode!!??!!

Pouco antes de morrer, por volta dos 70 anos, o rei Davi não conseguia se aquecer nem com vários cobertores. Seus assessores acharam por bem encontrar no território de Israel uma moça solteira e muito bonita para cuidar dele e o aquecer com seu próprio corpo. A moça chamava-se Abisague e nunca se tornou mais uma das mulheres de Davi (1Rs 1.1-4). Quando o rei morreu, Adonias, um dos seus filhos, enamorou-se dela e a pediu em casamento (1Rs 2.17).

Qual seria a profissão de Abisague? Talvez pudéssemos dizer que a moça fosse a companhia, a enfermeira, a camareira ou a empregada doméstica do rei. Mas a versão da Bíblia Hebraica é a mais precisa: “A moça era sobremaneira formosa e servia de aquecedora para o rei e cuidava dele”.

Atualmente, temos coisas parecidas: médico particular, enfermeira particular, serviçal particular, etc. Nos últimos anos apareceu o personal trainer, aquele profissional que acompanha o cliente em seus exercícios físicos. E, recentemente, surgiu o personal friend, um especialista em amizade profissional.

O mercado dos amigos pessoais pagos está crescendo. Os preços variam de 50 a 300 reais por hora. Como no caso de Abisague, não existe conteúdo sexual nessa prestação de serviço; eles atendem pessoas carentes de companhia. Não necessariamente apenas pessoas que vivem sozinhas, pois há homens, mulheres e crianças, que vivem em família, mas não se entendem, não se amam, não se toleram e não conversam entre si.

Por mais estranha que seja a profissão, ou o biscate, de personal friend, há pessoas tão desesperadas por estarem ou se sentirem sozinhas que contratam os seus serviços. Embora, a rigor, a amizade paga não seja amizade. Essa novidade torna as palavras de despedida de Jesus na noite anterior à sua morte mais significativas: “Não vou deixá-los abandonados, mas voltarei para ficar com vocês” (Jo 14.18).

O teólogo católico Jung Mo Sung, professor da Universidade Metodista de São Paulo tem toda a razão: “Uma pessoa pode ser feliz sem dinheiro, sem conforto ou reconhecimento social, mas não sem amizade”.

(Revista ‘Ultimato’ – mar/abr 2008)



"Eu te louvo, ó Deus, por me dares bons amigos...!!"

2 comentários:

L@uR!nh@ disse...

Ei, gracias pelo e-mail!
Acho que não sabia (e ainda não sei!) o que responder. Então... Fica só o registro, tah?! Ao menos até eu descobrir... Hehe, Bjokks

la... disse...

Precisa responder não... ;)
Mas... se quiseres compartilhar quando descobrires, aí tudo bem...
Um abraço pra ti...