29 de setembro de 2008

"Alguém cantando..." : )




Alguém cantando longe daqui

Alguém cantando longe, longe
Alguém cantando muito
Alguém cantando bem
Alguém cantando é bom de se ouvir...
Alguém cantando alguma canção
A voz de alguém nessa imensidão
A voz de alguém que canta
A voz de um certo alguém
Que canta como que pra ninguém
A voz de alguém quando vem do coração
De quem mantém toda a pureza
Da natureza
Onde não há pecado nem perdão...
(Caetano Veloso)

Foi bom ouvir... Mesmo... Pra valer...
Obrigada por fazer meu coração feliz...
É! Você mesmo!! : )

28 de setembro de 2008

"Filme Antigo"




Cenas de um filme mudo

Não ligo
E falas sem sentido na televisão...

Meus temores são descritos num livro,
Romances, vídeos, ficção...
Já passou e eu não sei
Se quero ir...(!!)
Quando chegar,
Telefono para poucos amigos,

Onde chegar...

Nas paredes vejo quadros antigos,
Rascunhos de poemas pelo chão...
Se as paredes têm ouvidos,
Não ligo,
Perdeu a importância ter razão...

Já passou e eu não sei
Se quero ir... (...)
Onde chegar,
Telefono para poucos amigos,
Quando chegar...

(Cris Braun e André Estrella)

"Poder do Amor" x "Amor ao Poder"

Santo Agostinho sugere que há dois tipos de política. A política do “poder do amor”, a que ele deu o nome de Cidade de Deus, e a política do “amor ao poder”, a que ele deu o nome de Cidade dos Homens. Tudo tem a ver com a forma como “poder” e “amor” se relacionam. Pensada utopicamente, a política do “poder do amor” pode ser definida como a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas. Jardinagem é a arte e a técnica que busca estabelecer harmonia entre o homem e a natureza. Jardins são espaços que o amor modelou no sentido de que sejam belos e seguros. Neles não existe o medo e o corpo experimenta a exuberância dos sentidos. Nos jardins, o homem e a natureza estão reconciliados, são amigos. Nessa política, o poder é ferramenta e instrumento do amor: esse é o sentido da ética. Ética é, sempre, limitação do poder. Pensada realisticamente, a “política do amor ao poder” é o conjunto de artimanhas que tem por objetivo estabelecer o poder de um grupo sobre um determinado território. Nessa política, os sonhos de amor estão subordinados e a serviço do poder. O que significa que nela o poder é o valor supremo e não existe uma ética que o controle.


(Sobre os dois tipos de política - Rubem Alves)


Em tempos de eleições, que bom que tivéssemos "jardineiros" competentes e comprometidos em quem pudéssemos votar... E que, depois de eleitos, não esquecessem que o poder deve ser instrumento do amor...

Utopia...??


27 de setembro de 2008

Dias atrás...

Há dias em que chove dentro de mim.
Não uma tempestade,

Mas uma garoa fina e fria que me

Toma de assalto.

Nesses dias a vida sofre para viver.

Nada pode ser feito,
Nada agasalha a alma doída,

Ao relento.

É antes uma névoa que me impede
A expressão,

Do que a ausência do que se pode

Expressar.

Em dias assim eu me recolho incompleta

E não me exponho ao sol,
Posto que seus raios não me penetram.

Em dias assim devo lembrar: isso passa.

Nesses dias, deixo-me chover e escoar...
("Chuva" - Cássia Janeiro)

21 de setembro de 2008

Lunetas e Estrelas


Havia um homem apaixonado pelas estrelas. Para ver melhor as estrelas, ele inventou a luneta. Aí formou-se uma escola para estudar a sua luneta. Desmontaram a luneta. Analisaram a luneta por dentro e por fora. Observaram os seus encaixes. Mediram as suas lentes. Estudaram a sua física óptica. Sobre a luneta de ver as estrelas escreveram muitas teses de doutoramento. E muitos congressos aconteceram para analisar a luneta. Tão fascinados ficaram pela luneta que nunca olharam para as estrelas...
(Rubem Alves)

20 de setembro de 2008

Hehehe...

“...e cuidado se algum mineiro o convidar pra pescar. Pois dizem que aconteceu de verdade. Um mineiro e um paulista estavam pescando, assentados à beira do rio, pitando um cigarrinho de palha, bebendo uma pinguinha, vida que se pediu a Deus – até que se ouviu um miado no mato. “Que miado é esse?”, perguntou assustado o paulista. “Acho que é miado de onça...”, respondeu o mineiro sem se mexer. Outro miado mais forte. “Parece que a onça está vindo pra cá...”, disse o paulista. “É, está vindo pra cá”, disse calmamente o mineiro. Um outro rugido terrível. O paulista se apavorou. O mineiro calmamente abriu o embornal, tirou de lá de dentro um par de tênis que se pôs a calçar. “Você está louco??”, disse o paulista. “Acha que vai correr mais depressa que a onça?” “Não, não vou correr mais depressa que a onça. O que quero é correr mais depressa que você...”

(Rubem Alves, in ‘Ostra Feliz Não Faz Pérola’)

Hoje...



Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda...

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda
Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha...

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

(Humberto Gessinger)

...

Tudo que eu fiz
Foi ouvir o que o meu peito diz:
"Que apesar de toda mágoa
Vale a pena toda luta
Para ser feliz"
Tudo que eu fiz foi seguir a mesma diretriz,
Confiando e acreditando
Que na vida todo mundo pode ser feliz!
É preciso crer no coração,
Porque se não
Não tem razão de se viver;
E eu quero ver
Nascer um tempo bom...

(A Gente Merece ser Feliz - Ivan Lins / Paulo Cesar Pinheiro)

18 de setembro de 2008

Emaranhados...

O Castelo Dos Destinos Cruzados

Carloz Maltz, Ricardo Horn, Kleber Lucio

Quando você me disse que não era nada
Daquilo que a gente sempre imaginou
Um vento frio soprou, uma janela bateu
Na noite escura da alma
Quando você me olhou daquele jeito
Que só você olhava
Um passarinho voou baixinho
Deixou prá trás tudo que acreditava
Quando as paredes e o teto cairam
Eu pensei que era o final
Mas era só o começo de um problema
Só um pesadelo normal
Lembra de mim, você me enlouquece
A cabeça diz que é besteira
Mas o coração não esquece
No castelo dos destinos que se cruzam no tempo
Ninguém liga se já foi ou se ainda pode ser
Uma criança que nasceu em 62
Uma mulher que eu conheci em 43
Os dias passam le
ntamente prá quem pensa nos dias
Semanas e semanas só pensando em você
O tempo pinga lento, dentro do meu talismã
Nas estrelas de ce
ntauro, hoje é o ontem do amanhã
Lembra de mim...
No castelo dos destinos cruzados
O viajante que chegou pode ser você
Eu fiz de tudo que eu pude para te esquecer
A morte vive aqui do lado só que a gente não vê
Uma pessoa que ficou perdida
Uma pes
soa que caiu do céu
Uma pessoa que você já conhecia
Muito antes de nascer e que você perdeu....



Sinais dos Tempos...


É preciso fazer uma canção,
Um trato, uma entrega, uma doação...
É preciso a chuva escura, a noite, a solidão...
É preciso tudo agora!
Um dissabor, uma vitória, uma confissão,
A voz de um instrumento e a tua mão,
Que nos faça acordar...

Sim
Meias palavras não bastam!
É preciso acordar,
É preciso mergulhar mais que mil pés,
Onde Netuno traça o rumo das marés...

É preciso acertar a direção dos pés
Quando os velhos caminhos se esgotam
E os tempos não voltam,
Não voltam...

É preciso alcançar outra estação,
Mesmo com sono, mesmo cansado, solto como um cão,
É preciso o sol e a rua, a tarde, a multidão...
É preciso atravessar lá fora
Um corredor, um rio da história, uma revolução,
O caos de uma palavra nova, um sim e um não,
Que nos faça acordar...

Sim,
Meias palavras não bastam,
É preciso acordar,
É preciso mergulhar...
(Antonio Villeroy)



17 de setembro de 2008

Caminhos...


“A trajetória de nossa vida pode parecer definitivamente marcada por certas situações. Nossa vida, entretanto, conserva sempre todas as possibilidades de mudança e conversão que estiverem ao nosso alcance. E tais possibilidades são tanto maiores, quanto mais abrigarmos em nós de infância, de gratidão, de capacidade de amar.”
(Hermann Hesse)


15 de setembro de 2008

Inteligência Emocional...

Citando Rubem Alves, "fez e ainda faz muito sucesso um livro com esse título, Inteligência Emocional. Mas o professor Eduardo Chaves fez uma observação muitíssimo correta: 'Não existe inteligência emocional. O que existe é emoção inteligente'. É a emoção que busca inteligência para realizar os seus sonhos".


Será possível amar e odiar ao mesmo tempo??
Charlie Shedd conta que achou o seguinte bilhete sobre o balcão da cozinha depois de uma discussão com sua mulher:
Querido Charlie!
Eu o odeio.
Com amor, Martha.

Hehehe... vê se pode??!!!

3 de setembro de 2008

Olhos da fé...



Onde estava Deus quando precisei?

Onde estava Deus quando me faltaram

os que mais amei, os que me amaram?

Onde estava Deus quando fiquei só?
Onde estava Deus quando não entendia

o tamanho dó que por mim sentia?

Sempre esteve aqui quando mais precisou o teu coração...
Te acalentou, te deu os braços, pegou tua mão e contigo chorou...

Sempre esteve aqui, foi teu guardião no teu pouco dormir...
Te fez continuar, prosseguir, para cumprir a missão de amar...

E reserva para ti muito mais o que fazer...
Coisas que o coração muitas vezes não pode entender...

(Charles Ferreira - in "Gente por Gente")

30 de agosto de 2008

Domingo e Feriado

Hoje eu andando na beira do rio
Quase morri de frio, quase caí de susto

Mas passado esse momento, achei tudo tão mais justo

Hoje eu saindo de dentro de casa
Quase caí na vala, quase quebrei a cara

Mas depois daquele instante, gostei muito mais que antes

Ás vezes fico triste sem motivo vem um pessimismo danado
Não dou conta do recado, quero descer desse bonde
Quero brincar de outra coisa tudo sem ca
usa aparente
Loucura que a gente sente, em domingo e feriado

Mas como veio se vai sem aviso

Música sem sentido, morto mais um domingo

Um sofrimento por nada, segunda-feira não tarda
Mas como veio se vai sem aviso
Música sem sentido, morto mais um domingo
Um sofrimento por nada, segunda-feira não tarda
(Fred Martins)


Ouvir o "sino"...



Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá.
De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando
se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o
dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem.
Isso já é de se admirar.
Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som,
você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor.
Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.
Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o
companheiro até o estábulo.
E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o
acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo.
E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está
levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não
somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.
Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em
nosso auxílio quando precisamos.

Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles
que Deus coloca em nossas vidas.
Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.


E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.