De contar tantas estrelas, algumas nos olhos guardei...
se lágrimas não brotaram, por dentro de certo chorei...
(Jairo Lambari Fernandes)
De contar tantas estrelas, algumas nos olhos guardei...
se lágrimas não brotaram, por dentro de certo chorei...
Não foi dessa vez
Mas pode ter certeza
Mal posso esperar
Pra fugir da tristeza
Amanhã talvez
Vai ser um carnaval
Vão falar de mim
Pro bem ou pro mal
Tomo um café e um guaraná pra me animar
Mas ficou tão tarde
Que é melhor deixar pra lá...
Prometo, juro, garanto
Vou resolver tudo isso
Assim que tiver coragem
E mais nenhum compromisso!! :)
(Pato Fu)
No cartão de procedência
Pouco importa onde nasci
Busquei rumo e me perdi
"Querência, minha querência"
Desde então me chamo ausência
Porque me apartei de ti
Como um cavaleiro andante
Das léguas que caminhava
Sempre que me aproximava
Dos sonhos correndo adiante
Mais me sentia distante
Daquilo que procurava
Quem vira mundo não pára
Nem tão pouco desanima
Há uma lei que vem de cima
Na estrada do tapejara
Tempo que nos separa
É que mais nos aproxima
Quem vira mundo não pára
Nem tão pouco desanima
E neste andejar em frente
Sem procurar recompensa
Fui vendo na diferença
Entre passado e presente
Que a lembrança de um ausente
Tem mais força que a presença
Já no final da existência
Saudade, tempo e distância
Pra conservar a fragrância
Da primitiva inocência
Me tornei canto de ausência
Querência da minha infância
(Luiz Marenco)
Soledad,
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo...
Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado...
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo...
O que pode fazer
Um coração machucado
Senão cair no chorinho
Bater devagarinho pra não ser notado
E depois de ter chorado
Retirar de mansinho
De todo amor o espinho
Profundamente deixado
O que pode fazer
Um coração imprudente
Se não fugir um pouquinho
De seu bater descuidado
E depois de cair no chorinho
Sofrer de novo o espinho
Deixar doer novamente
(Paulinho da Viola)
Eu perco o chão, eu não acho as palavras,
Eu ando tão triste, eu ando pela sala...
Eu perco a hora, eu chego no fim,
Eu deixo a porta aberta,
Eu não moro mais em mim...
Eu perco a chaves de casa,
Eu perco o freio,
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio...
Onde será que você está agora?
Chega sempre tão certa,
Firme e direta,
Dá seu sinal de presença...
Rara,
Linda figura, doce visão
Encantando a sala...
Leva no rosto
Uma canção que não pára mais!
Ela é quem fica melhor,
Maravilhosa pintura,
Figura rara
No coração...