Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.
15 de outubro de 2008
Mais e Menos...
Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.
14 de outubro de 2008
13 de outubro de 2008
Pouca Vogal
Que vontade de ir, né??!!
Por enquanto, dá pra baixar as canções aqui e desfrutá-las... :)
Essa fica de "isca"... Só pra dar água na boca...
Gessinger
e o centro do universo é outro lugar
é hora de rever os planos
o mundo não é plano, não pára de girar
agora que o tempo é relativo
não há tempo perdido, não há tempo a perder
num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo
fica o sentimento
de um mundo sempre igual
igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem
agora que tudo está exposto
a máscara e o rosto trocam de lugar
tô fora se esse é o caminho
se a vida é um filme, eu não conheço diretor
tô fora, sigo o meu caminho
às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz
num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo
esse mundo em movimento
parece não mudar
é igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem
visão de raio-x
o x dessa questão
é ver além da máscara
além do que é sabido, além do que é sentido
ver além da máscara...
10 de outubro de 2008
Eu que não amo...
[...]
Envelheci
Dez anos ou mais
Nesse último mês...
Senti saudade
Vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é
Difícil encontrar
A palavra certa
A hora certa de voltar
A porta aberta
A hora certa de chegar...
O certo é que eu dancei
Sem querer dançar
E agora já nem sei
Qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar
Procurei sem encontrar
A palavra certa
A hora certa de voltar
A porta aberta
A hora certa de chegar...
9 de outubro de 2008
"A mais..."
Composição: Pedro Luís - Herbert Vianna
Não quero um dia a mais
Quero um dia de paz
Não quero o vendaval
Só o sono e o sonho dos mortais
Não leve a mal
Sou só mais um
Quero uma noite tranqüila
Um amanhecer comum
Ainda é possível respirar
As cores ainda trazem emoção
Um verso pra fazer uma canção
Às vezes tem a força da bomba nuclear
Outono também traz inspiração
Tantos invernos já inesquecíveis
Nas madrugadas mornas do verão
Na simplicidade eu vejo as coisas mais incríveis
6 de outubro de 2008
"Palavra Forte"
Composição: Paula Toller/ George Israel
Eu tenho uma conversa esquisita
Meu vinho não é tão suave
Eu tenho um gosto sutil
Minha maçã não é tão vermelha
Eu tenho uma cor discreta
Eu falo baixo
Coisas pequenas
Pra pouca gente
Mas procuro sempre...
Minhas palavras não são tão certas
Eu tenho uma certeza esquisita
Meus sentimentos não são comuns
Eu sinto coisas que mudam
Meu corpo não é tão real
Eu ando, eu ando,
Eu ando por outros mundos
Meus desejos não são simples
Eu sonho, eu sonho,
Eu sonho com o impossível
Eu falo baixo
Coisas pequenas
Pra pouca gente
Mas procuro sempre
A Palavra forte...
30 de setembro de 2008
Gente nova no pedaço... : )

Voa, coração, a minha força te conduz,
que o sol de um novo amor em breve vai brilhar...
Vara a escuridão, vai onde a noite esconde a luz,
Clareia seu caminho e acende seu olhar.
Vai onde a aurora mora e acorda um lindo dia,
colhe a mais bela flor que alguém já viu nascer;
e não esqueça de trazer força e magia,
o sonho e a fantasia, e a alegria de viver...!!
Voa, coração, que ele não deve demorar
e tanta coisa a mais quero lhe oferecer...
O brilho da paixão, pede a uma estrela pra emprestar
e traga junto a fé num novo amanhecer...!
Convida as luas cheia, minguante e crescente,
e de onde se planta a paz, da paz quero a raiz;
E uma casinha lá onde mora o sol poente,
pra finalmente a gente simplesmente ser feliz...!! : )
"grandes coisas fez o Senhor está fazendo, por isso estamos alegres!!"
29 de setembro de 2008
Depois do Perigo

Não, não me aqueça!
Hoje eu quero o frio, o vazio
Que a sorte deixou aqui...
Quero sentir a altura do abismo
Pra eu poder subir depois do perigo
Quero sentir a altura do abismo
Não, não me acalme com silabas doces
Hoje eu quero o açoite das palavras rudes
Pra que eu possa me defender em atitudes
Não, por favor hoje não me proteja
Para que eu finalmente veja
O que a vida reservou pra mim...
(Zélia Duncan)
... de fé...

"Alguém cantando..." : )

Alguém cantando longe daqui
Alguém cantando longe, longe
Alguém cantando muito
Alguém cantando bem
Alguém cantando é bom de se ouvir...
Alguém cantando alguma canção
A voz de alguém nessa imensidão
A voz de alguém que canta
A voz de um certo alguém
Que canta como que pra ninguém
A voz de alguém quando vem do coração
De quem mantém toda a pureza
Da natureza
Onde não há pecado nem perdão...
Foi bom ouvir... Mesmo... Pra valer...
Obrigada por fazer meu coração feliz...
É! Você mesmo!! : )
28 de setembro de 2008
"Filme Antigo"

Cenas de um filme mudo
Não ligo
E falas sem sentido na televisão...
Meus temores são descritos num livro,
Romances, vídeos, ficção...
Já passou e eu não sei
Se quero ir...(!!)
Quando chegar,
Telefono para poucos amigos,
Onde chegar...
Nas paredes vejo quadros antigos,
Rascunhos de poemas pelo chão...
Se as paredes têm ouvidos,
Não ligo,
Perdeu a importância ter razão...
Já passou e eu não sei
Se quero ir... (...)
Onde chegar,
Telefono para poucos amigos,
Quando chegar...
"Poder do Amor" x "Amor ao Poder"
Santo Agostinho sugere que há dois tipos de política. A política do “poder do amor”, a que ele deu o nome de Cidade de Deus, e a política do “amor ao poder”, a que ele deu o nome de Cidade dos Homens. Tudo tem a ver com a forma como “poder” e “amor” se relacionam. Pensada utopicamente, a política do “poder do amor” pode ser definida como a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas. Jardinagem é a arte e a técnica que busca estabelecer harmonia entre o homem e a natureza. Jardins são espaços que o amor modelou no sentido de que sejam belos e seguros. Neles não existe o medo e o corpo experimenta a exuberância dos sentidos. Nos jardins, o homem e a natureza estão reconciliados, são amigos. Nessa política, o poder é ferramenta e instrumento do amor: esse é o sentido da ética. Ética é, sempre, limitação do poder. Pensada realisticamente, a “política do amor ao poder” é o conjunto de artimanhas que tem por objetivo estabelecer o poder de um grupo sobre um determinado território. Nessa política, os sonhos de amor estão subordinados e a serviço do poder. O que significa que nela o poder é o valor supremo e não existe uma ética que o controle.
(Sobre os dois tipos de política - Rubem Alves)
Em tempos de eleições, que bom que tivéssemos "jardineiros" competentes e comprometidos em quem pudéssemos votar... E que, depois de eleitos, não esquecessem que o poder deve ser instrumento do amor...
Utopia...??
27 de setembro de 2008
Dias atrás...
Há dias em que chove dentro de mim.
Não uma tempestade,
Mas uma garoa fina e fria que me
Toma de assalto.
Nesses dias a vida sofre para viver.
Nada pode ser feito,
Nada agasalha a alma doída,
Ao relento.
É antes uma névoa que me impede
A expressão,
Do que a ausência do que se pode
Expressar.
Em dias assim eu me recolho incompleta
E não me exponho ao sol,
Posto que seus raios não me penetram.
Em dias assim devo lembrar: isso passa.
Nesses dias, deixo-me chover e escoar...("Chuva" - Cássia Janeiro)
21 de setembro de 2008
Lunetas e Estrelas
20 de setembro de 2008
Hehehe...
“...e cuidado se algum mineiro o convidar pra pescar. Pois dizem que aconteceu de verdade. Um mineiro e um paulista estavam pescando, assentados à beira do rio, pitando um cigarrinho de palha, bebendo uma pinguinha, vida que se pediu a Deus – até que se ouviu um miado no mato. “Que miado é esse?”, perguntou assustado o paulista. “Acho que é miado de onça...”, respondeu o mineiro sem se mexer. Outro miado mais forte. “Parece que a onça está vindo pra cá...”, disse o paulista. “É, está vindo pra cá”, disse calmamente o mineiro. Um outro rugido terrível. O paulista se apavorou. O mineiro calmamente abriu o embornal, tirou de lá de dentro um par de tênis que se pôs a calçar. “Você está louco??”, disse o paulista. “Acha que vai correr mais depressa que a onça?” “Não, não vou correr mais depressa que a onça. O que quero é correr mais depressa que você...”
(Rubem Alves, in ‘Ostra Feliz Não Faz Pérola’)







