Há dias em que chove dentro de mim.
Não uma tempestade,
Mas uma garoa fina e fria que me
Toma de assalto.
Nesses dias a vida sofre para viver.
Nada pode ser feito,
Nada agasalha a alma doída,
Ao relento.
É antes uma névoa que me impede
A expressão,
Do que a ausência do que se pode
Expressar.
Em dias assim eu me recolho incompleta
E não me exponho ao sol,
Posto que seus raios não me penetram.
Em dias assim devo lembrar: isso passa.
Nesses dias, deixo-me chover e escoar...("Chuva" - Cássia Janeiro)
27 de setembro de 2008
Dias atrás...
21 de setembro de 2008
Lunetas e Estrelas
20 de setembro de 2008
Hehehe...
“...e cuidado se algum mineiro o convidar pra pescar. Pois dizem que aconteceu de verdade. Um mineiro e um paulista estavam pescando, assentados à beira do rio, pitando um cigarrinho de palha, bebendo uma pinguinha, vida que se pediu a Deus – até que se ouviu um miado no mato. “Que miado é esse?”, perguntou assustado o paulista. “Acho que é miado de onça...”, respondeu o mineiro sem se mexer. Outro miado mais forte. “Parece que a onça está vindo pra cá...”, disse o paulista. “É, está vindo pra cá”, disse calmamente o mineiro. Um outro rugido terrível. O paulista se apavorou. O mineiro calmamente abriu o embornal, tirou de lá de dentro um par de tênis que se pôs a calçar. “Você está louco??”, disse o paulista. “Acha que vai correr mais depressa que a onça?” “Não, não vou correr mais depressa que a onça. O que quero é correr mais depressa que você...”
(Rubem Alves, in ‘Ostra Feliz Não Faz Pérola’)
Hoje...
Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda...
Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda
Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha...
Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
(Humberto Gessinger)
...
Foi ouvir o que o meu peito diz:
"Que apesar de toda mágoa
Vale a pena toda luta
Para ser feliz"
Tudo que eu fiz foi seguir a mesma diretriz,
Confiando e acreditando
Que na vida todo mundo pode ser feliz!
É preciso crer no coração,
Porque se não
Não tem razão de se viver;
E eu quero ver
Nascer um tempo bom...
18 de setembro de 2008
Emaranhados...
O Castelo Dos Destinos Cruzados
Carloz Maltz, Ricardo Horn, Kleber Lucio
Daquilo que a gente sempre imaginou
Um vento frio soprou, uma janela bateu
Na noite escura da alma
Quando você me olhou daquele jeito
Que só você olhava
Um passarinho voou baixinho
Deixou prá trás tudo que acreditava
Quando as paredes e o teto cairam
Eu pensei que era o final
Mas era só o começo de um problema
Só um pesadelo normal
Lembra de mim, você me enlouquece
A cabeça diz que é besteira
Mas o coração não esquece
No castelo dos destinos que se cruzam no tempo
Ninguém liga se já foi ou se ainda pode ser
Uma criança que nasceu em 62
Uma mulher que eu conheci em 43
Os dias passam lentamente prá quem pensa nos dias
Semanas e semanas só pensando em você
O tempo pinga lento, dentro do meu talismã
Nas estrelas de centauro, hoje é o ontem do amanhã
Lembra de mim...
No castelo dos destinos cruzados
O viajante que chegou pode ser você
Eu fiz de tudo que eu pude para te esquecer
A morte vive aqui do lado só que a gente não vê
Uma pessoa que ficou perdida
Uma pessoa que caiu do céu
Uma pessoa que você já conhecia
Sinais dos Tempos...

É preciso fazer uma canção,
Um trato, uma entrega, uma doação...
É preciso a chuva escura, a noite, a solidão...
É preciso tudo agora!
Um dissabor, uma vitória, uma confissão,
A voz de um instrumento e a tua mão,
Que nos faça acordar...
Sim
Meias palavras não bastam!
É preciso acordar,
É preciso mergulhar mais que mil pés,
Onde Netuno traça o rumo das marés...
É preciso acertar a direção dos pés
Quando os velhos caminhos se esgotam
E os tempos não voltam,
Não voltam...
É preciso alcançar outra estação,
Mesmo com sono, mesmo cansado, solto como um cão,
É preciso o sol e a rua, a tarde, a multidão...
É preciso atravessar lá fora
Um corredor, um rio da história, uma revolução,
O caos de uma palavra nova, um sim e um não,
Que nos faça acordar...
Sim,
Meias palavras não bastam,
É preciso acordar,
É preciso mergulhar...
(Antonio Villeroy)
17 de setembro de 2008
Caminhos...

(Hermann Hesse)
15 de setembro de 2008
Inteligência Emocional...
Será possível amar e odiar ao mesmo tempo??
Charlie Shedd conta que achou o seguinte bilhete sobre o balcão da cozinha depois de uma discussão com sua mulher:
Eu o odeio.
Com amor, Martha.
Hehehe... vê se pode??!!!
3 de setembro de 2008
Olhos da fé...

Onde estava Deus quando precisei?
Onde estava Deus quando me faltaram
os que mais amei, os que me amaram?
Onde estava Deus quando fiquei só?
Onde estava Deus quando não entendia
o tamanho dó que por mim sentia?
Sempre esteve aqui quando mais precisou o teu coração...
Te acalentou, te deu os braços, pegou tua mão e contigo chorou...
Sempre esteve aqui, foi teu guardião no teu pouco dormir...
Te fez continuar, prosseguir, para cumprir a missão de amar...
E reserva para ti muito mais o que fazer...
Coisas que o coração muitas vezes não pode entender...
30 de agosto de 2008
Domingo e Feriado
Quase morri de frio, quase caí de susto
Mas passado esse momento, achei tudo tão mais justo
Hoje eu saindo de dentro de casa
Quase caí na vala, quase quebrei a cara
Mas depois daquele instante, gostei muito mais que antes
Ás vezes fico triste sem motivo vem um pessimismo danado
Não dou conta do recado, quero descer desse bonde
Quero brincar de outra coisa tudo sem causa aparente
Loucura que a gente sente, em domingo e feriado
Mas como veio se vai sem aviso
Música sem sentido, morto mais um domingo
Um sofrimento por nada, segunda-feira não tarda
Mas como veio se vai sem aviso
Música sem sentido, morto mais um domingo
Um sofrimento por nada, segunda-feira não tarda
(Fred Martins)
Ouvir o "sino"...
Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá.
De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando
se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o
dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem.
Isso já é de se admirar.
Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som,
você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor.
Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.
Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o
companheiro até o estábulo.
E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o
acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo.
E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está
levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não
somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.
Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em
nosso auxílio quando precisamos.
Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles
que Deus coloca em nossas vidas.
Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.
E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.
Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.
28 de agosto de 2008
boa água
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará
Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas do coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará
Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará
(Quarteto em Cy)
24 de agosto de 2008
estranho é...
Quero esquecer quem sou
Por um segundo, ou por mil minutos
Não vou dizer onde vou
Mas levo meus grãos e as chaves
Estranho é soprar contra o vento
Tomar o rumo antigo que ficou pra trás
Da estrada que não cabe em mim
De tão sem fim
De tão sem fim
Com as minhas diferentes pegadas...
Cada passo, cada espaço
Cada espaço, cada passo
O que me aproximou já não me cabe
Não vou dizer onde vou
Mas levo meus grãos e as chaves...
(Marcela Biasi)
"Vida sossegada..."
Nao adianta chamar
Quando alguém está perdido
Procurando se encontrar
Baby, baby...
Nao adianta esperar,
Tire isso da cabeça
E põe o resto no lugar...







