
Clarice Lispector


Eu
Chorei até ficar debaixo d'água
Submerso por você...
Gritei até perder o ar
Que eu já nem tinha pra sobreviver (Eu andei...)
Eu
Andei até chegar no último lugar
Pisado por ninguém
Só pra poder provar
O que era estar depois do final do além (Eu andei...)
E cheguei exatamente onde algum dia
Você disse que partia pra nunca mais voltar
E eu já estava lá a te esperar sem dizer adeus
Eu
Fiquei sozinho até pensar
Que estar sozinho é achar que tem alguém...
Já me esqueci do que não fiz,
O que farei pra te esquecer também?
Se eu não sei o nome do que sinto,
Não tem nome que domine o meu querer...
Não vou voltar atrás,
O chão sumiu a cada passo que eu dei (Eu andei...)
Muitas vezes Pedro você fala
Sempre a se queixar da solidão,
Quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro,
É pena que você não sabe não...
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim,
Quando quer chorar vai ao banheiro,
Pedro, as coisas não são bem assim.
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno,
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno...
Pedro onde você vai eu também vou!
Pedro onde você vai eu também vou!
Mas tudo acaba onde co..me..çou!
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura;
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro,
E deixa eu viver minha loucura...
Lembro, Pedro, aqueles velhos dias,
Quando os dois pensavam sobre o mundo,
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama vagabundo.
Pedro onde você vai eu também vou!
Pedro onde você vai eu também vou!
Mas, tudo acaba onde co..me..çou!
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição,
Há tantos caminhos, tantas portas,
Mas somente um tem coração.
E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou,
Cada um de nós é um universo, Pedro,
Onde você vai eu também vou.
Pedro onde você vai eu também vou!
Pedro onde você vai eu também vou!
Mas tudo acaba onde co..me..çou!

Era um caminho que de tão velho, minha filha,
já nem mais sabia aonde ía...
Era um caminho
velhinho,
perdido...
Não havia traços
de passos no dia
em que por acaso o descobri:
pedras e urzes iam cobrindo tudo.
O caminho agonizava, morria
sozinho...
Eu vi...
Porque são os passos que fazem os caminhos!
( Mário Quintana )
"Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!"
Luís Fernando Veríssimo
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos...
Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.
William Shakespeare
O Tamanho das Pessoas...
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri .
É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e até mesmo o amor
Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho...


Soledad,
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.
(Jorge Drexler)

Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
(Quintana)