Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou
No pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou
No pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância
Digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
20 de julho de 2008
Uma canção por hoje... : )
19 de julho de 2008
"Enquanto vocês dormem..."
"Se vocês soubessem como esta noite está diferente. São três horas da madrugada, estou com uma das minhas insônias. Tomei uma xícara de café, já que não ia dormir mesmo. Botei açúcar demais, e o café ficou horrível. Ouço o barulho das ondas do mar se quebrando na praia. Esta noite está diferente porque, enquanto vocês dormem, estou conversando com vocês. Interrompo, vou ao terraço, olho a rua e a nesga de praia e o mar. Está escuro. Tão escuro. Penso em pessoas de quem eu gosto: estão todas dormindo ou se divertindo. É possível que algumas estejam tomando uísque. Meu café se transforma em mais adocicado ainda, em mais impossível ainda. E a escuridão se torna tão maior. Estou caindo numa tristeza sem dor. Não é mau. Faz parte. Amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grandes êxtases, só alegria, e isto também não é mau. É, mas não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver..."
(C. Lispector - 'Aprendendo a Viver')
Ps.: qualquer semelhança com a (minha) realidade é mera coincidência... Hehehe...
Mudez essencial...
"... como se eu tivesse a tela, os pincéis e as cores - e me faltasse o grito de libertação, ou a mudez essencial que é necessária para que se digam certas coisas. Às vezes a minha mudez faz com que eu procure pessoas que, sem elas saberem, me darão a palavra-chave..."
(Clarice Lispector)
15 de julho de 2008
13 de julho de 2008
11 de julho de 2008
Gostas dele??
E das suas histórias??
Fazem um bem inefável para a alma e pro coração...
Viaja com ele, se puderes... ;)
10 de julho de 2008
Que posso desejar para você hoje?
Que as verdadeiras amizades continuem...
Que as lágrimas sejam poucas e compartilhadas...
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam festejadas por todos!
Que o carinho esteja presente em um simples olá ou em qualquer outra frase, mesmo que digitado rapidamente...
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades, novos amores, novas conquistas...
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida apontando o caminho correto...
Que as coisas pequenas como a inveja, o desamor, sejam retiradas de nossa vida!
Que aquele que necessita de ajuda encontre sempre em nós uma palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Que o perdão e a compreensão superem as amarguras e as desavenças.
Que este nosso pequeno mundo seja mais humano.
Que tudo que sonhamos se transforme em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nossa meta absoluta.
Que nossa jornada de hoje esteja repleta de flores.
Que a felicidade momentânea da vingança ceda espaço para a felicidade eterna do perdão.
Cristina Portes.
8 de julho de 2008
Mais que palavras...
O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se me entendesse...
(Clarice Lispector - Aprendendo a Viver)
6 de julho de 2008
Ruínas de Sol
O velho vestígio da embarcação
Há de vir das ruínas dos nossos pesares
A primeira luz do nosso coração
Como nasce do fundo do poço escuro
A água cristalina para matar nossa sede
Há de vir do oceano ou de um fundo de um rio
A nossa esperança envolvida na rede
Como nasce o jasmim do que sujou a terra
E a primeira estrela da ausência do sol
Hei de ver o verão germinar primavera
E a semente da terra no nosso lençol
Como a fúria da chuva lavou o telhado
E o cansaço nos fez a vigília enfrentar
As ruínas são restos, mas não do que acaba
E sim do que morre pra recomeçar...














